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CEFALÉIAS E ENXAQUECAS
O sistema de classificação publicado pelo Headache Classification Committee of the International Headache Society, em 1988, relacionou mais de 100 tipos de cefaléias.
Como existem muitas espécies de cefaléias (dores de cabeça), caso você sofra desse sintoma, é importante consultar seu médico para determinar se, na verdade, não se trata de uma enxaqueca. Afinal, somente um médico pode diagnosticar a enxaqueca.
Existem dois tipos de enxaqueca : a enxaqueca sem aura e a enxaqueca com aura.
Enxaqueca sem Aura
Esse tipo de enxaqueca é freqüentemente caracterizado por alguns dos seguintes sintomas:
* cefaléia unilateral
* dor pulsátil ou latejante
* crises intensas com dor moderada a intensa que podem prejudicar as atividades diárias
* piora com atividade física rotineira
E pelo menos um dos seguintes:
* náusea e/ou vômito
* sensibilidade à luz e ao som
Lembre-se de que a enxaqueca ocorre em episódios distintos e que os pacientes com enxaqueca ficam assintomáticos entre as crises.
Enxaqueca com Aura
Essa é a enxaqueca que atende os critérios acima mais aura. Aura é definida como manifestaçoes do sistema nervoso (geralmente visuais) que precedem uma enxaqueca e sao geralmente seguidas pela cefaléia dentro de uma hora. Essas podem incluir distúrbios visuais, como luzes piscando, manchas brilhantes, visao borrada ou manchas cegas.
A aura pode também envolver sintomas auditivos, sensitivos ou motores.
Se você já teve enxaqueca, sabe que é mais do que uma simples cefaléia. Um paciente pode passar por até cinco estágios distintos (embora nem todos apresentem todos os estágios):
* Pródromo (sinais de alerta)
Pode ocorrer várias horas ou dias antes da crise. A pessoa pode apresentar alteraçoes do humor, comportamento, nível de energia e apetite.
* Aura
Geralmente se desenvolve em 5 a 20 minutos e dura menos de uma hora.
A pessoa pode apresentar distúrbios visuais, auditivos, sensitivos ou motores. Cefaléia, náusea e/ou sensibilidade à luz podem também aparecer nessa fase.
A cefaléia geralmente ocorre diretamente após os sintomas de aura ou após um intervalo, sem sintomas, de menos de uma hora.
* Fases de Cefaléia
Pode durar de 4 a 72 horas e a pessoa pode apresentar:
* cefaléia unilateral
* dor pulsátil ou latejante
* dor agravada pela atividade física rotineira
* sensibilidade à luz ou ao barulho
* náusea e/ou vômito
* Resoluçao
A cefaléia pode demorar de 4 a 72 horas para cessar.
* Término
Em muitas pessoas ocorre após a fase de cefaléia e pode durar de horas a dias. A pessoa pode apresentar: exaustao, fraqueza, inquietaçao, letargia ou exaltaçao (em alguns casos).
Em se tratando de cefaléia, podemos classificá-las em:
Cefaléia em Salvas
A cefaléia em salvas, que possui esse nome pois ocorre em salvas - série que dura semanas ou meses, é um tipo muito doloroso de cefaléia. Nas crises, a intensidade da dor é muito intensa e podem ocorrer várias vezes em 24 horas, porém são mais comuns durante a noite.
Os pacientes que apresentam tal cefaléia se encontram, tipicamente, entre 20 a 40 anos, em sua maioria pertencem ao sexo masculino e podem ter períodos de remissao que duram meses e até anos.
Sintomas típicos da cefaléia em salvas:
* dor unilateral intensa;
* dor que dura de 15 minutos a 3 horas por crise;
* dor geralmente em torno do olho e/ou regiao temporal que pode se irradiar para outras regioes da cabeça;
* pálpebras inchadas, olhos lacrimejantes, sudorese facial e congestao nasal.
Cefaléia Tensional
É a forma mais comum de cefaléia (ocorre em 69% das pessoas).
Os pacientes com cefaléia tensional podem apresentar dor com as seguintes características:
* dor geralmente localizada nos dois lados da cabeça;
* dura de minutos a dias;
* é de intensidade leve a moderada;
* pode se manifestar como uma sensaçao de aperto ou pressao;
* nao piora com a atividade física rotineira.
Portanto, se você apresentar dores de cabeça constantes, procure orientação médica. Ninguém melhor do que um profissional competente para diagnosticar, medicar e tentar solucionar tal problema.
FONTE/AUTOR: Redaçao do Saúde Informações
Saúde do Bebê
Náusea e Vômito
INTRODUÇÃO
Os sintomas de problemas estomacais podem começar com a perda do apetite, passar para enjôo ou náusea e depois dor, propriamente dita - constante ou espasmódica - na boca do estômago, seguida de vômito e, às vezes, diarréia. A criança pode reclamar de uma "dor de cabeça na barriga" ou que seu abdome está "cheio" ou dolorido. A dor pode ser localizada, em todo o abdome ou variar de lugar. O abdome pode ficar sensível ao toque. Pode haver vômito, talvez com ondas de náuseas, bem antes do episódio e alívio temporário logo em seguida.
As dores de barriga infantis têm uma série de causas físicas e emocionais. No bebê, a dor de barriga e o vômito podem estar associados a problemas graves, inclusive meningite, infecção do trato urinário (ITU), dificuldades de alimentação e anomalias. Em crianças mais velhas, a dor de barriga e o vômito podem ser resultado de intoxicação alimentar, superalimentação, cinetose, infecção, hepatite, apendicite, constipação, esforço muscular, cansaço, alergias alimentares ou ingestão acidental de drogas e venenos. Problemas emocionais, como saudade, tristeza, nervosismo, raiva ou ansiedade devido a um evento iminente, podem se transformar em problemas estomacais. A criança que luta com sentimentos relativos a uma separação, nascimento de um irmãozinho, férias, prova final ou medo da escola pode desenvolver uma dor de barriga.
Um único episódio de náusea ou vômito provavelmente será uma reação a algum alimento que a criança tenha ingerido ou sinal de um problema emocional. Quando a náusea é forte ou persiste durante mais de algumas horas, a causa mais provável é intoxicação alimentar ou infecção. As infecções bacterianas podem ser provocadas por vários organismos, inclusive Campylobacter, Escherichia coli (E. coli), Salmonella, Shigella ou Staphylococcus. Na maioria das vezes, o vômito relacionado a uma infecção bacteriana intestinal será acompanhado de diarréia e febre, ao passo que a intoxicação alimentar causada por uma toxina bacteriana tem menos probabilidade de causar febre. As infecções virais também podem causar diarréia. Seu médico, após ouvir a história e os sintomas do seu filho e realizar exames e uma avaliação física, pode ajudar a diagnosticar a causa subjacente da dor de barriga e/ou vômito do seu filho, para que você possa tratar de forma adequada.
Se uma doença subjacente tiver sido descartada e seu filho mesmo assim se queixar de dor de barriga, talvez queira considerar causas emocionais para sua aflição. Um bom ponto de partida talvez seja conversar com seu filho e com o médico, professores, orientadores escolares ou até mesmo um terapeuta. Tenha em mente que, mesmo sendo os sintomas do seu filho de origem emocional, o desconforto que causam é verdadeiro e merece tratamento e atenção, como se fosse de origem física.
TRATAMENTO CONVENCIONAL
O médico do seu filho executará um exame para determinar se a náusea e o vômito são causados por uma infecção ou toxina, problema emocional ou obstrução intestinal. Procurará sinais de desidratação, febre, sensibilidade abdominal ou sangue nas fezes. Se houver diarréia, uma cultura das fezes poderá ajudar a determinar se o vômito está relacionado a uma infecção bacteriana. Seu médico recomendará o tratamento com base na provável causa do problema do seu filho.
Os antieméticos são medicamentos às vezes receitados para diminuir a náusea e parar o vômito. A metoclopramida, a bromoprida e a prometazina estão dentre os mais usados. Podem ser dados na forma oral, supositórios ou injeção. Uma vez que esses medicamentos podem ter efeitos colaterais sérios, devem ser utilizados com cautela em crianças. Nunca administre doses superiores à prescrita.
Os antiácidos vendidos sem receita médica podem ser úteis para a dor de barriga ocasional causada pela indigestão de ácidos ou azia. Os antiácidos neutralizam as secreções ácidas no estômago. Contudo, como alguns antiácidos podem acabar aumentando a produção de ácidos no estômago ou causar constipação ou diarréia, não são normalmente recomendados para crianças
O subsalicilato de bismuto absorve as toxinas e oferece um revestimento protetor no trato gastrointestinal. É útil para o alívio da náusea, bem como da diarréia.
A menos que receitado por seu médico, não dê à criança com dor de barriga nenhum analgésico. Ao aliviar a dor de barriga cuja causa ainda não foi diagnosticada, você pode estar mascarando um estado subjacente que pode se agravar sem o tratamento adequado.
DIRETRIZES ALIMENTARES
Cuidado com a desidratação. O pequeno corpo da criança perde líquidos a uma velocidade alarmante quando enfrenta episódios de vômito ou diarréia. Entretanto, não peça ou espere que ele beba um copo cheio de líquido de uma só vez. Como alternativa, ofereça, pequenos goles durante o dia. Dê líquidos relativamente ricos em glicose e sais, como sopas e sucos de frutas. Evite bebidas gaseificadas, que distendem o estômago e podem piorar o vômito.
Quando seu filho estiver vomitando, dê-lhe apenas líquidos claros para que o trato gastrointestinal possa curar-se e descansar. Quando o vômito estiver sob controle, passe aos poucos para alimentos sólidos a fim de dar ao trato digestivo um tempo para readaptar-se.
Quando a criança recusar comida, não force. A criança muitas vezes sabe instintivamente o que é melhor para seu organismo. Quando seu apetite melhorar, ofereça uma dieta simples e leve. Aveia fina e mal cozida, torrada, purê de maçã e iogurte são bons pontos de partida. Depois que seu filho começar a se sentir melhor, ficará com fome e provavelmente pedirá determinados alimentos.
Para diminuir a acidez estomacal, uma mistura de bicarbonato de sódio e água é eficaz. Contudo, esse antigo recurso deve ser usado apenas uma vez. Dissolva ¼ de colher de chá de bicarbonato de sódio em ½ xícara de água mineral.
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
O Lactobacillus acidophilus ou bifidus pode ajudar a diminuir a dor de barriga ao recuperar a flora intestinal saudável. Dê ao seu filho uma dose, conforme indicado no rótulo do produto, três vezes ao dia, durante pelo menos duas a três semanas depois de uma infecção.
TRATAMENTO FITOTERÁPICO
O suco de aloe vera ajuda a limpar e debelar a dor de barriga que a criança talvez descreva como "queimação". Não deixe de comprar um produto comestível. Dê ao seu filho 1 colher de sopa diluída em 150 mililitros de água, até três vezes ao dia. Use-o com parcimônia; pode ser um forte laxante.
Para ajudar a acalmar a criança doente e inquieta, faça chá de camomila e dê-lhe uma dose nas refeições ou entre as refeições, duas vezes ao dia.
O chá de gengibre é útil para náusea, vômito e dor de barriga. Dê ao seu filho uma dose, conforme necessário. Se seu filho achar o gosto do chá muito forte, misture-o com suco de frutas ou prepare-o com quantidades iguais de gengibre e raiz de alcaçuz para adoçá-lo.
A argila verde ajuda a neutralizar o estômago ácido. Misture 1 colher de chá de argila em 1 xícara de água mineral. A mistura pode ser tomada imediatamente, mas a maioria das crianças não gosta do sabor. Normalmente, é melhor deixar que a mistura repouse da noite para o dia a fim de que a argila se sedimente. Faça com que seu filho a beba pela manhã.
Mel puro ou extrato de malte de cevada pode ser usado para tranqüilizar o estômago irritado. Dê ao seu filho de ½ a 1 colher de chá de hora em hora.
Precaução: Nunca dê mel a crianças com menos de um ano. Está associado ao botulismo infantil, uma forma de intoxicação alimentar potencialmente fatal.
A raiz de alcaçuz é muito calmante para o estômago. Dê ao seu filho uma xícara de chá de raiz de alcaçuz, três vezes ao dia.
Observação: Essa erva não deve ser dada a crianças com pressão alta.
O chá de hortelã-pimenta é um digestivo eficaz e seguro. É útil principalmente para a dor de barriga ou vômito que ocorre após uma lauta refeição. Dê ao seu filho uma dose do chá, durante ou entre as refeições, duas vezes ao dia.
Para a dor de barriga acompanhada de gases, faça um chá benéfico ao estômago, misturando partes iguais de semente de anis, funcho, hortelã-pimenta e tomilho. Dê ao seu filho uma dose, conforme necessário.
A ameixa umeboshi é muito calmante para o estômago dolorido ou ácido. Dê ao seu filho 1/8 de colher de chá de trinta em trinta minutos ou de hora em hora. Pode ser combinada à raiz de gengibre e/ou kuzu.
HOMEOPATIA
Os remédios homeopáticos específicos para os sintomas, descritos a seguir, são úteis para combater a náusea. Observe que, se também estiver dando ao seu filho um chá que contenha hortelã-pimenta, faça um intervalo de uma hora entre o chá e qualquer preparado homeopático. Do contrário, o forte cheiro da hortelã pode interferir na ação do remédio homeopático.
Dê Arsenicum album à criança que apresenta vômito com diarréia. Dê-lhe uma dose de Arsenicum album 9ch, de hora em hora, somando ao todo seis doses.
Carbo vegetalis é bom para a criança com uma dor específica no centro do seu estômago. Ela terá gases com arrotos, talvez azia, e seu abdome estará distendido. Dê a essa criança Carbo vegetalis 9ch, três vezes ao dia, somando ao todo oito doses. Há também compostos homeopáticos que contêm Nux vomica e Carbo vegetalis. É possível encontrá-lo em lojas de produtos naturais.
Ignatia 9ch é eficaz para a náusea de fundo emocional. Seu filho provavelmente se queixará de "bolo" na garganta. Dê-lhe uma dose, três vezes ao dia, durante até três dias.
Se seu filho tiver vômito incessante e ânsia de vômito, Ipeca ou Ipecacuanha pode oferecer-lhe alívio. Também ajuda a aliviar a náusea implacável. Dê ao seu filho uma dose de Ipeca 6ch de hora em hora, somando de três a quatro doses.
Precaução: Não confunda o remédio homeopático Ipeca com xarope de ipeca tradicional. É um produto totalmente diferente e nunca deve ser usado a menos que recomendado por seu médico.
Nux vomica é benéfico para a criança que desenvolve uma dor de barriga após comer demasiadamente, após comer muito doce ou após comer muitas frituras ou fast food. Essa criança se sente enjoada, pode ter dor de cabeça e é geralmente irritada. Dê-lhe uma dose de Nux vomica 9ch, três vezes ao dia, somando ao todo seis doses.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Proteja-o da desidratação. Certifique-se de que seu filho beba bastante líquido.
Selecione um remédio homeopático específico para o sintoma.
Dê ao seu filho chá de gengibre ou hortelã-pimenta ou pasta de ameixa umeboshi.
Dê ao seu filho uma mistura de pasta de ameixa de umeboshi e kuzu, principalmente se houver diarréia.
Para reconfortar e acalmar os músculos do estômago e/ou abdome doloridos devido ao vômito, coloque uma bolsa de água quente na barriga do seu filho. Não coloque água demais na bolsa. Encha-a apenas até a metade, de forma de fique leve o bastante para moldar-se ao corpo do seu filho.
Dê ao seu filho malte de cevada ou xarope de arroz. Para crianças maiores de dois anos, uma colher de chá de mel de hora em hora ou a cada duas horas pode ajudar a acalmar o estômago.
Lembre-se de que a náusea de fundo emocional não deixa de ser náusea e, portanto, causa desconforto. A criança com problemas emocionais não se sente bem precisa do seu carinho e atenção.
Ver também CONSTIPAÇÃO e DIARRÉIA se a náusea do seu filho for acompanhada de qualquer um desses sintomas.
PREVENÇÃO
Para reduzir a possibilidade de infecção bacteriana ou viral ou de uma infestação por parasitas, ensine as crianças a não colocar os dedos sujos na boca e a lavar as mãos regularmente, principalmente antes de comer.
Cuidado com a superalimentação. Sirva quantidades de alimentos adequadas ao corpo do seu filho. Prepare uma dieta saudável e moderada e limite o consumo de açúcar e gordura.
Esteja ciente das preferências e sensibilidades do seu filho. Elimine alimentos que pareçam provocar problemas estomacais.
Evite longas viagens de carro imediatamente após as refeições.
Antecipe os problemas emocionais resultantes de momentos difíceis ou estimulantes. Incentive seu filho a falar abertamente sobre seus sentimentos.
Incentive seu filho a comer devagar e a mastigar bem os alimentos. Torne as refeições agradáveis, prazerosas e relaxantes para toda a família.
QUANDO CONSULTAR O MÉDICO SOBRE NÁUSEA E VÔMITO?
Se seu filho tem vômito em jato - um episódio especialmente violento no qual o vômito é lançado em um fluxo forçado a uma grande distância da boca - ligue para seu médico imediatamente. Pode ser sinal de um problema sério.
Se seu filho tiver náusea e vômito com dor e sensibilidade progressivas do lado direito do abdome inferior, busque atendimento médico imediatamente. Pode significar uma possível apendicite. Normalmente, a dor da apendicite começa em torno do umbigo e passa aos poucos para o quadrante direito inferior do abdome. A apendicite é muitas vezes associada a uma febre.
Se seu filho tiver qualquer um dos sintomas a seguir, consulte seu médico: vômito persistente; sangue no vômito; dor abdominal tão intensa que impeça seu filho de comer, brincar ou realizar outras atividades normais; dor abdominal persistente que dura mais de algumas horas.
Assaduras
O QUE É A ASSADURA?
A assadura ou Dermatite das Fraldas é uma inflamação cutânea causada por uma reação às fortes substâncias químicas e enzimas das fezes e da urina, aliada ao acúmulo de calor gerado por essas substâncias. A fralda faz com que essa mistura tóxica fique em contato com o bumbum de seu filho.
Se seu bebê tem uma assadura de contato - causada por uma reação a fezes, urina, sabonete, fralda descartável, calça plástica e/ou diarréia - a área ficará dolorida e sensível. A pele ficará vermelha e irritada. Talvez haja áreas inchadas e ulcerações superficiais. A pele poderá estar seca e descascar, com manchas descoloridas. Se seu filho tiver assadura por fungo - causada pela presença de Candida albicans no trato intestinal - a pele estará macia, brilhante e muito vermelha. As bordas das lesões e erupções estarão bem definidas e talvez haja pontos espalhados na área inguinal (virilha). Peça ao seu médico para diagnosticar a erupção, para que você possa tratar o problema corretamente.
A assadura é comum. Embora possa ocorrer em qualquer época que seu filho esteja usando fraldas, a idade mais propícia à assadura é em torno dos primeiros nove meses. Certos fatores aumentam o risco de assadura. Antibióticos, desidratação e diarréia, por exemplo, tornam a pele mais vulnerável a assaduras. O uso de fraldas descartáveis, além de contribuir para o problema do lixo não-degradável, também aumentou a incidência de assaduras. As crianças que usam fraldas descartáveis são mais propensas a assaduras do que as que usam fraldas de pano.
TRATAMENTO CONVENCIONAL
Se forem tomados cuidados criteriosos com a pele, a assadura deve melhorar em dois ou três dias e passar por completo em mais alguns dias.
Aplique pomada de óxido de zinco na área afetada a cada troca de fraldas para ajudar a secar a área e debelar a erupção. Ao formar uma barreira entre a pele do bebê e as substâncias químicas ácidas da urina e das fezes, a pomada funciona como uma camada protetora.
Se a assadura de seu filho for causada por uma infecção por fungo (Candida albicans), pode ser usado topicamente um antimicótico, como nistatina, niconazol ou clotrimazol.
No caso de infecções crônicas por fungo, pode ser receitado um antimicótico oral, normalmente nistatina, para diminuir a quantidade de fungo no trato digestivo.
Em casos de assaduras persistentes e difíceis, um corticosteróide de uso tópico, como hidrocortisona ou triancinolona, talvez seja necessário para promover a recuperação e reduzir a inflamação. Contudo, os corticosteróides nunca devem ser usados mais de duas ou três semanas, pois podem causar atrofia cutânea.
DIRETRIZES ALIMENTARES
Garanta que seu filho esteja bebendo bastante água. Ajuda a diluir os ácidos irritantes na urina e nas fezes.
A lactante deve eliminar possíveis alimentos alergênicos de sua dieta. Dentre os possíveis agressores encontram-se frutas e sucos cítricos, laticínios, quantidades excessivas de fermentos, açúcar e cafeína. Beba muita água mineral para diluir qualquer substância nociva que possa estar sendo transferida para o bebê através do leite materno.
A assadura pode estar relacionada à introdução de novos alimentos, principalmente alimentos que fazem com que as fezes tornem-se mais ácidas e irritantes à pele do seu bebê. Alguns especialistas pensam que um novo alimento, causador de uma reação, deve ser eliminado para sempre da dieta. Outros crêem que o novo alimento é de difícil digestão apenas porque o organismo não está familiarizado com ele e que, após o corpo do seu filho ter se adaptado, a reação não ocorrerá mais. Uma regra útil que alia essas duas perspectivas é observar seu filho atentamente. Se aparecer uma erupção sempre que for dado um determinado alimento, elimine temporariamente esse alimento. Poderá reintroduzi-lo quando seu filho estiver um pouco mais velho.
Se crê que a assadura do seu filho possa estar relacionada a uma alergia alimentar, talvez queira experimentar uma dieta de eliminação. No entanto, leva tempo para descobrir alergias alimentares dessa forma. No caso de assaduras, use primeiramente medidas tópicas e preventivas.
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
Os suplementos de lactobacilos são importantes para o bebê ou lactante com Candida. Essa infecção comum por fungo cede com Lactobacillus acidophilus ou bifidus. A lactante pode tomar uma dose regular para adultos, conforme indicado no rótulo do produto. O bebê que toma mamadeira pode tomar 1/8 a ¼ de colher de chá diariamente, no leite, durante duas a três semanas ou até mesmo durante mais tempo, em casos crônicos.
Se a erupção estiver extremamente seca, abra uma cápsula de vitamina E (óleo) e esfregue-a na pele a cada troca de fralda.
TRATAMENTO FITOTERÁPICO
A água morna aumenta a circulação e promove a cura. Um banho de banheira ou de assento ajudará a fazer com que seu filho se sinta melhor. Para acalmar ainda mais a pele, coloque calêndula ou camomila na água.
Se a erupção estiver vermelha e irritada, aplique loção, gel ou creme de calêndula a cada troca de fraldas. É calmante e promove a cura.
Aplique óleo ou loção de prímula, um antiinflamatório natural, a cada troca de fraldas, até que a assadura desapareça.
Se a assadura estiver úmida, espalhe levemente caolim na área afetada.
HOMEOPATIA
Se a assadura do seu bebê estiver muito vermelha, irritada e dolorida, dê-lhe uma dose de Súlfur 9ch, duas vezes ao dia, até que a vermelhidão comece a desaparecer. Contudo, não lhe dê esse remédio durante mais de três dias.
Para casos de assadura persistentes, uma dose de Thuya 9ch, duas vezes ao dia, durante dois dias, será útil.
Se nenhum dos remédios citados anteriormente parecer adequado ao seu filho, um composto homeopático para assadura talvez possa ser útil.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Ar e luz do sol são úteis tanto para prevenir quanto para curar assaduras. Deixe seu filho sem fralda sempre que puder. A criança cujo bumbum recebe ventilação adequada sarará mais rapidamente e terá menos assadura do que a criança que fica coberta de roupas a maior parte do tempo. Nas culturas tropicais, onde as crianças usam menos roupa, a assadura praticamente inexiste.
Quando houver necessidade de fralda, uma fralda de pano frouxa, presa com um alfinete, permitirá a circulação de ar e oferecerá proteção contra acidentes.
Use fraldas de pano, que não irritem, em vez de fraldas descartáveis. Troque as fraldas de seu bebê logo que ele sujar.
Evite usar lenços umedecidos comerciais em seu bebê. Muitos contêm fortes substâncias químicas que podem ser irritantes. Use lenços umedecidos basicamente com hamamélis ou calêndula, ambas seguras e suaves à pele delicada do bebê.
Limpe delicadamente a pele do seu bebê a cada troca de fralda, usando um sabonete neutro e friccionando suavemente. Limpe bem cada dobrinha, enxágüe e seque. Evite usar detergentes adstringentes e esfregar vigorosamente, o que pode piorar a assadura.
Após a limpeza, use uma esponja para passar, na área da fralda, uma mistura de 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio dissolvida em 120 mililitros de água mineral. A alcalinidade do bicarbonato de sódio equilibra a acidez da urina e das fezes. Faça uma nova mistura a cada dois dias e deixe-a no trocador.
Se o bumbum do seu bebê estiver vermelho e irritado, aplique loção ou pomada de calêndula e depois polvilhe caolim ou amido de milho.
Se a assadura estiver muito seca, aplique vitamina E (óleo) ou loção de prímula.
Dê ao seu bebê Thuya ou Sulfur.
Dê ao seu bebê um suplemento de Lactobacillus acidophilus ou Lactobacillus bifidus.
PREVENÇÃO
Exponha o bumbum do seu bebê ao ar fresco e à luz do sol sempre que possível.
Use fraldas de pano, que não irritam e são arejadas, e prenda-as com alfinete sem apertá-las, para que o ar possa penetrar na pele. Troque a fralda do seu bebê pelo menos oito vezes por dia.
Use um sabão neutro quando lavar as fraldas do seu bebê e enxágüe as fraldas muito bem. Se estiver usando fraldas descartáveis por considerar inconveniente lavar uma grande quantidade de fraldas, considere um serviço de fornecimento de fraldas de pano. Esse tipo de serviço está em voga e compensa o investimento. Na verdade, pode ser mais barato usar um serviço de fornecimento de fraldas, do que comprar fraldas descartáveis.
Prepare uma mistura de bicarbonato de sódio e use-a na área da fralda.
A cada troca de fraldas, esfregue loção ou creme de calêndula ou vitamina E na pele do seu bebê.
QUANDO CONSULTAR O MÉDICO SOBRE ASSADURA
Como em qualquer irritação cutânea, é possível que a assadura fique infectada. Ao trocar a fralda do seu bebê, procure sinais de maior vermelhidão, inchaço, sensibilidade e secreções. Se perceber qualquer um desses sintomas ou se seu filho tiver febre, demonstrar irritabilidade ou perder o apetite, chame seu médico. Podem ser sinais de uma infecção que talvez precise ser tratada com um antibiótico.
Cólica
O QUE É A CÓLICA?
A cólica tem sido definida como um longo período de choro vigoroso que persiste apesar de todos os esforços de consolo. O termo em si vem da palavra grega referente ao intestino grosso, refletindo a crença de que a fonte do desconforto é um problema digestivo.
A maioria dos bebês passa por períodos em que parecem anormalmente nervosos ou choram por nenhuma razão aparente. A cólica é mais comum durante os três ou quatro primeiros meses de vida. Pode começar nas três primeiras semanas após o nascimento e geralmente acaba perto dos três meses de idade. É raramente sentida por bebês com mais de seis meses de idade.
Durante os seis primeiros meses de vida, os bebês crescem a uma velocidade impressionante. Nessa época, o recém-nascido duplica o peso que tinha ao nascer. Devido à quantidade de alimento que precisam ingerir para sustentar esse crescimento, os bebês muitas vezes sofrem de indigestão e gases. Da mesma forma, o bebê pode engolir ar quando se alimenta ou durante uma ataque de choro prolongado. Engolir ar aumenta as dores por gases. Quando um bebê tem uma dor por gases, pode ser a pior dor que seu pequeno corpo já sentiu.
A diferença da cólica para os outros problemas é que, independente do que fizer, o choro não pára. Certas posturas corporais que ocorrem com um ataque de gases também podem ocorrer com a cólica. Por exemplo, seu bebê pode ter uma barriga tensa e distendida, com os joelhos encolhidos no peito, pulsos cerrados e mobilidade anormal de braços e pernas ou costas arqueadas.
Suspeite de uma verdadeira cólica quando seu bebê tiver ataques repentinos e sérios de choro alto que duram várias horas; se o choro ocorrer na mesma hora todos os dias, muita vezes à tarde ou à noite; se os episódios de choro acontecem repetidas vezes, começando de repente e terminando de forma abrupta; se seu bebê parece inconsolável e nada que fizer lhe traga conforto; se seu bebê parece zangado e se debate quando o segura no colo; e se parece não haver nenhuma explicação para esses repentes de choro.
Se seu bebê tiver cólica, os meses de choro e aflição aparentemente implacável do seu filho podem deixá-lo frustrado, ansioso, confuso, exausto, culpado e inadequado. Uma das principais preocupações ao lidar com um bebê com cólica, além de descobrir formas de confortá-lo, é confiar na sua capacidade de manter e criar um relacionamento amoroso com seu recém-nascido.
TRATAMENTO CONVENCIONAL
A simeticona é um composto que atua na superfície das bolhas de gás quebrando-as, aliviando conseqüentemente a dor e a pressão dos gases. Se grandes bolhas forem o principal problema, esse tratamento pode ser eficaz. A simeticona pode ser comprada sem receita médica na forma líquida, mas deve ser dada apenas se recomendada por um médico.
No caso de cólica constante, seu médico pode recomendar supositórios de glicerina para ajudar seu bebê a expulsar os gases ou fezes que causam seu desconforto.
Outros medicamentos, inclusive anti-flatulentos, sedativos e antiespasmódicos, são, às vezes, receitados para cólica e ocasionalmente oferecem alívio limitado, mas na maioria dos casos trazem pouco benefício. Além disso, podem ter graves efeitos colaterais. Peça ao seu médico para explicar todos os prós e os contras de qualquer remédio vendido com receita médica antes de dá-lo a um bebê com cólica.
DIRETRIZES ALIMENTARES
Se estiver amamentando e seu bebê tiver cólica, ele pode ser sensível a algo que você esteja comendo. Os agressores mais comuns são laticínios, chocolate, cafeína, melão, pepino, pimentão, frutas e sucos cítricos e alimentos condimentados. É bem provável que você mesma possa ter alergias desconhecidas a determinados alimentos. Para descobrir as alergias alimentares, tente seguir uma dieta de eliminação ou um rodízio alimentar. Seguir essas dietas pode parecer uma tarefa complicada, mas os resultados podem ser bastante animadores. Outra alternativa é manter um diário alimentar para ajudá-la a identificar correspondências entre os alimentos que ingere e os sintomas, tanto do bebê quanto seus. Se descobrir uma sensibilidade desconhecida da qual não tinha suspeitado, o simples fato de evitar o alimento provavelmente a fará se sentir melhor e também aliviará a cólica do seu bebê.
Se estiver amamentando um bebê com cólica, tente eliminar da sua dieta alimentos que produzam gás, inclusive couve-flor, brócolis, couve-de-bruxelas, pepino, pimentão verde e vermelho, cebola, favas e leguminosas. Outros alimentos na dieta da lactante que podem contribuir para a ocorrência de cólica incluem leite de vaca, banana, frutas silvestres, e qualquer coisa que contenha cafeína.
A lactante que amamenta um bebê com cólica deve minimizar a quantidade de alimentos crus na sua dieta. A dieta da lactante deve consistir em 70 a 80% de alimentos cozidos e apenas 20 a 30% de alimentos crus. Siga uma dieta simples.
Se seu bebê com cólica toma mamadeira, sua fórmula pode estar causando o problema. Pergunte ao seu médico se é aconselhável usar uma fórmula infantil diferente.
SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS
O Lactobacillus acidophilus promove uma flora intestinal saudável, o que facilita a digestão e pode debelar a cólica. A lactante deve tomar ½ colher de chá, duas vezes ao dia. Dê ao seu bebê que toma mamadeira 1/8 colher de chá de pó de acidófilos, dissolvida na fórmula, duas vezes ao dia.
O Lactobacillus bifidus é outra bactéria benéfica que ajuda a melhorar a digestão. Alguns especialistas pensam que essa bactéria pode ser mais eficaz que o Lactobacillus acidophilus para bebês. A lactante deve tomar uma dose, duas vezes ao dia. Dê ao bebê que toma mamadeira 1/8 colher de chá de pó de acidófilos, dissolvida na fórmula, duas vezes ao dia.
TRATAMENTO FITOTERÁPICO
O chá de camomila é um calmante e relaxante conhecido. A lactante deve beber uma xícara, duas vezes ao dia. Dê ao bebê que toma mamadeira 1 colher de chá, três vezes ao dia, no leite ou na água, durante três ou quatro dias. Em seguida, diminua a dose para duas vezes ao dia.
O funcho também pode ser útil para aliviar a cólica. A lactante pode beber uma xícara de chá de funcho, três vezes ao dia. Ou dilua uma xícara de chá de funcho em duas xícaras de água e dê ao bebê 1 colher de chá, quatro vezes ao dia.
A lactante pode beber uma xícara de chá de gengibre, três vezes ao dia, para ajudar a aliviar a cólica do seu bebê.
O chá de hortelã-pimenta ajuda a acelerar o tempo de esvaziamento do estômago, melhora a digestão e atua como anti-flatulento. Dê ao seu filho 1 colher das de chá de chá de hortelã-pimenta, de quatro a cinco vezes ao dia.
Observação: Se estiver dando ao seu filho chá de hortelã-pimenta e um preparado homeopático, faça um intervalo de uma hora entre um e outro. Do contrário, o forte cheiro do hortelã-pimenta pode interferir na ação do remédio homeopático.
Tente dar ao seu bebê um chá de várias ervas. Pesquisadores israelenses administraram uma dose diária de cerca de ½ xícara de chá feito de camomila, alcaçuz, funcho, e erva cidreira a bebês com episódios de cólicas e descobriram que os sintomas diminuíram em mais da metade das crianças estudadas.
HOMEOPATIA
Como a maioria das fórmulas homeopáticas, os remédios relacionados são específicos para um determinado sintoma. Com base no seu conhecimento do seu bebê com cólica, escolha o remédio adequado.
Colocynthis e Magnesia phosphorica, dois relaxantes abdominais, são os remédios homeopáticos mais receitados para cólica. São eficazes principalmente quando usados conjuntamente. Dissolva uma dose de Colocynthis 6ch e uma dose de Magnésia phosphorica 6ch em um pouco de água mineral na temperatura ambiente. Encha todo um contra-gotas e esguiche-o totalmente na boca do seu bebê, três vezes ao dia, conforme necessário. Se a cólica do seu bebê não tiver diminuído após dois dias, pare de dar o remédio. Muito provavelmente, não surtirá qualquer efeito.
Carbo vegetabilis é um remédio homeopático para o bebê com cólica, que apresenta o rosto pálido e o abdomem superior distendido. Suas pernas podem estar frias dos pés aos joelhos. Esse bebê é agitado e chora mesmo quando amamentado ou alimentado, e arrota durante muito tempo após comer. Parece sentir-se melhor quando está no colo e pior quando colocado no berço. Dê a essa criança, Carbo vegetabilis 9ch, dissolvendo uma dose em 250 miligramas de água mineral e esguichando algumas gotas na sua boca, três vezes ao dia, durante dois dias ou até que os sintomas melhorem.
Se seu bebê tiver o rosto vermelho e quente, choro alto e irritado, mas parar de chorar por um breve período quando colocado no colo, dê-lhe Camomila 9ch ou 15ch. Dissolva uma dose em 250 mililitros de água mineral e esguiche algumas gotas na sua boca, três vezes ao dia, durante dois dias ou até que os sintomas melhorem.
Existem fórmulas homeopáticas para cólica que podem oferecer alívio ao seu bebê. Siga as orientações sobre dosagem indicadas no rótulo do produto.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
Se tiver um bebê com cólica, procure não ficar nervoso. O estresse e a tensão - tanto seus quanto do bebê - podem contribuir para a cólica e piorar o problema. Se sentir que sua frustração está fugindo de seu controle, converse com um profissional de saúde. Busque apoio emocional e terapia. No meio de um choro relacionado à cólica, experimente uma das seguintes sugestões. Alguns bebês reagem a algumas; alguns (infelizmente) não reagem a nenhuma.
Para ajudar a relaxar as câimbras musculares e acalmar seu bebê, coloque-o sobre seus joelhos ou contra seu peito com um saco de água morna entre você e a barriga do seu bebê.
Se seu bebê adorar água, experimente um banho morno e calmante.
Massageie a barriga do seu bebê com uma loção ou óleo sem álcool. Seguindo o caminho natural dos intestinos, esfregue suavemente do "canto" direito inferior do abdome até a parte inferior da caixa torácica, descendo para o "canto" esquerdo inferior; repita a operação.
Alguns bebês reagem quando são acariciados e ninados. Muitos bebês se acalmam quando você os coloca no colo e anda com eles.
Alguns bebês preferem a segurança de serem bem enrolados em um cobertor; alguns preferem cobertas soltas que permitam a livre movimentação. Tente descobrir o que seu bebê prefere.
Os bebês com sintoma nervoso sensível podem reagir melhor com a diminuição de estímulos externos. Experimente uma iluminação fraca, menos toques e uma atmosfera tranqüila.
Alguns bebês reagem à música calma e tranqüilizante; alguns a gravações de batimentos cardíacos; alguns a gravações dos sons com os quais conviveram nos nove meses de vida uterina, que incluem os batimentos cardíacos da mãe e o som constante do fluxo sangüíneo da mãe circulando no seu corpo. Curiosamente, o som da máquina de lavar roupa muitas vezes parece ter o mesmo efeito.
O movimento vigoroso distrai alguns bebês com cólica. Ouvir música animada e saltitar com o bebê no colo talvez não seja sua atividade predileta às 3 horas da manhã, mas sabe-se que tem surtido efeito.
Faça seu bebê "pedalar". Com o bebê deitado de costas no chão, movimente suavemente suas pernas, como se ele estivesse pedalando. Pratique esse exercício várias vezes, todos os dias. Esses movimentos passivos das pernas podem trazer conforto ao sistema digestivo do seu bebê.
Faça um curso de massagem infantil para aprender como a massagem ajuda o crescimento e desenvolvimento geral do seu bebê. Seu professor também pode lhe ensinar massagens e técnicas específicas para debelar a cólica.
PREVENÇÃO
Tome nota dos acessos de irritabilidade e choro do seu filho e procure um denominador comum. Veja se seu filho chora mais ou menos na mesma hora, todos os dias. Tente determinar se certos alimentos ou atividades levam ao choro. Se descobrir uma relação, elimine o alimento ou a atividade que considera a causa.
Crie um ambiente calmo enquanto alimenta seu bebê e aproveite esse momento junto com seu filho. Ouça músicas relaxantes. Certifique-se de que você e o bebê estão fisicamente confortáveis. Vista-se e ao seu bebê de forma que não sintam frio e estejam à vontade. Garanta que a fralda do seu bebê não esteja muito apertada.
Ao alimentar seu bebê, tente segurá-lo em uma posição ereta para que o ar fique acima do leite no seu estômago. Isso ajudará seu bebê a expulsar o ar quando arrotar.
Se estiver dando mamadeira ao seu bebê, verifique o tamanho do furo no bico. O leite deve pingar lentamente quando a mamadeira ficar de cabeça para baixo. Se o furo for muito pequeno ou muito grande, seu bebê pode ingerir muito ar enquanto estiver mamando.
Para controlar a quantidade de ar que o bebê engole enquanto mama, limite o tempo em que realmente mama a dez minutos. Após cerca de 50 mililitros de líquido, tente fazer com que seu bebê arrote (mas não fique desanimado se ele não arrotar).
No final de cada mamada completa, ponha seu bebê para arrotar durante dez minutos. Fique calmo. Alguns minutos a mais, agora, podem evitar um acesso de cólica mais tarde.
Se seu bebê não conseguir arrotar após cerca de dez a quinze minutos, coloque-o em uma posição ereta durante cerca de uma hora e tente novamente.
Se estiver amamentando seu bebê, elimine os alimentos relacionados na seção Diretrizes Alimentares, e investigue a possibilidade de alergia alimentares.
A lactante deve tomar um suplemento de Lactobacillus acidophilus ou bifidus. Se estiver dando mamadeira ao seu filho, administre o suplemento dissolvido no leite.
Tente evitar dar muita ou pouca comida ao seu bebê. Regurgitar o alimento após mamadas pode indicar superalimentação; choro ou sucção contínua após a mamada pode indicar subalimentação. Faça o que seu filho mandar. Se seu bebê estiver engordando e se desenvolvendo normalmente, você provavelmente estará no caminho certo.
QUE CAUSA A CÓLICA?
Embora há muito se presuma que a cólica seja um sinal de dor por gases, na verdade nunca se provou que todos os bebês ou a maioria dos bebês com cólica realmente tenham gases abdominais. A causa certa do problema continua a desconcertar a medicina. Além da possibilidade de dor por gases, há uma série de outras hipóteses relativas às causas da cólica, inclusive:
Alergia à proteína do leite materno ou à fórmula infantil.
Técnicas incorretas de alimentação.
Espasmos do cólon.
Trato intestinal imaturo e hiperativo.
Sistema nervoso imaturo e altamente sensível.
Temperamento.
Tensão em casa.
Ansiedade dos pais.
Má interpretação do choro por parte dos pais.
Provavelmente, uma combinação de alguns desses fatores, na verdade, faz parte da maioria dos casos de cólica infantil.
A Diarréia é
uma eliminação anormal de fezes, líquidas ou moles, em
grande quantidade e normalmente têm aumento dos
movimentos intestinais (hiperistaltismo). Importante
lembrar que as fezes moles em bebês que só mamam no
peito são normais e não podem ser confundidas com a
verdadeira diarréia. No entanto, se o bebê está com
diarréia, é importante prevenir a Saiba mais:
Diarréia A Diarréia é uma eliminação anormal de
fezes, líquidas ou moles, em grande quantidade e
normalmente têm aumento dos movimentos intestinais
(hiperistaltismo). Importante lembrar que as fezes moles
em bebês que só mamam no peito são normais e não podem
ser confundidas com a verdadeira diarréia. No entanto,
se o bebê está com diarréia, é importante prevenir a
desidratação. A diarréia pode ocorrer pelas
seguintes causas: · Uso de medicamentos (laxantes)
· Enterite (processo inflamatório do intestino
delgado) · Colite (processo inflamatório do
intestino grosso) · Problemas alimentares (má
absorção de açúcares ingeridos) · Infecções por
vermes (áscaris, estrongilóides, etc.) · Infecções
por protozoários (Ameba, Giardia, etc) · Infecções
por bactérias (Eicherichia coli, Salmonella, etc) ·
Infecções por Vírus (Rotavirus, etc) · Influência do
meio ambiente ao organismo (principalmente o calor
excessivo) · Toxinas · Problemas emocionais
Cuidado! Uma criança com diarréia pode estar
gravemente doente se tiver um ou mais dos seguintes
sinais: · Sente dor abdominal constante há 6 horas
ou mais · Vomita seguidamente há mais de 12 horas
· Recusa-se a beber líquido · Tem febre ·
Tem os olhos fundos · Está anormalmente sonolento
· Não urina há 6 horas ou mais A causa mais
comum da diarréia é uma infecção virótica do aparelho
digestivo (gastrenterite).Na maioria dos casos, os
remédios não resolvem, o melhor é deixar que o organismo
se recupere sozinho. Cuidando somente para não
desidratar. Como Fazer a Prevenção?
· Devem
ser tomados cuidados especiais em relação à higiene
pessoal, principalmente lavar bem as mãos antes de pegar
nos alimentos, · Cuidados especiais na higiene dos
alimentos a serem ingeridos, · Não se deve consumir
alimentos dos quais não se tem certeza de seu estado de
conservação, · A água ingerida deve ser de boa
qualidade e filtrada. Se houver desconfiança da sua
qualidade ela deve ser fervida, principalmente nos casos
de enchentes, · Quando estiver na praia ou na
piscina, dê bastante líquido, principalmente para as
crianças e não as deixe no sol forte durante muito
tempo. Normalmente a diarréia é um processo fácil de
cura, mas, pode em poucos dias, conduzir à desidratação,
desnutrição e as conseqüências podem ser graves. Aos
primeiros sinais de diarréia, principalmente em crianças
e idosos, deve-se fazer a hidratação por via oral,
através da ingestão de líquidos e principalmente do soro
caseiro. A alimentação também, tem que ser leve e
deve-se oferecer alimentos que aumente a consistência
das fezes como: · Papa de arroz com batata, cenoura
(sem o miolo) · Peito de frango · Maça sem casca
· Banana maça · Suco de caju · Suco de Limão
· Biscoito de polvilho salgado · Gelatina (a
gelatina pode , inclusive, ser feita com o soro caseiro
e dada a criança que tem intolerância ao Soro.)
Terceira Idade:
A mídia tem noticiado com freqüência sobre o aumento
da população idosa em todo o mundo e também no Brasil.
Com o aumento da expectativa de vida, estas pessoas
necessitam da assistência de profissionais preparados
especialmente para atendê-los. A Drogaria Saúde,
preocupada com a qualidade de vida e sabendo que é cada
vez mais freqüente a participação do idoso na internet,
abre esta nova seção para tentar auxiliar você a ter uma
vida mais saudável e tranqüila. Tudo sobre
Osteoporose: Saiba mais:
Osteoporose: um risco para homens e mulheres
A
osteoporose é a diminuição da massa óssea. O
osso é um tecido vivo que se renova com mais intensidade
nas primeiras décadas da vida, sendo que, a partir dos
30 anos, o quadro se inverte e a absorção de osso passa
a ser maior que a formação. As mulheres chegam a perder
50% de toda a sua massa óssea, enquanto os homens perdem
cerca de 25%. A falta de atividade física ou a pouca
ingestão de cálcio na infância e na adolescência
aumentam a fragilidade do osso e o risco de desenvolver
a doença. Um dos grandes problemas da osteoporose é
que ela, por si só, não apresenta sintomas. A maior
parte das pessoas descobre que tem a doença por causa
das dores provocadas pelas fraturas, principalmente no
fêmur, no punho e nas vértebras. Elas se tornam muito
mais comuns por causa do enfraquecimento dos ossos. O
diagnóstico pode ser feito através de exames
laboratoriais e da densitometria óssea. Descobrir as
causas da osteoporose é uma tarefa difícil. Nas
mulheres, em grande parte das vezes, o déficit de
estrogênio que ocorre na menopausa é o principal
responsável pelo aparecimento da doença. Em casos
aparentemente sem explicação, pode haver uma
predisposição genética, no caso da pessoa pertencer à
raça branca ou asiática ou ter parentes próximos com
osteoporose. Há casos, passíveis de reversão, nos quais
o desenvolvimento da doença está relacionado com o
estilo de vida, bebida, fumo, alimentação e prática de
exercícios físicos. Algumas providências devem ser
tomadas para prevenção da doença. No caso das mulheres,
assim que chega a menopausa, o ideal é procurar o
ginecologista para verificar se há necessidade de
reposição hormonal, com estrogênio. Geralmente, a
alimentação rica em cálcio, presente no leite e em seus
derivados, também é importante. Além disso, uma
providência que não se refere especificamente à
prevenção da osteoporose, mas das fraturas, é evitar, a
partir dos 50 ou 60 anos, ter em casa pisos
escorregadios ou tapetes soltos. O tratamento difere
de acordo com o tipo de osteoporose. No caso da
pós-menopausa, ele é feito como já foi citado, com
reposição de estrogênio. Em outros tipos, o tratamento
pode ser realizado com reposição de calcitonina, que é
um outro hormônio, com alendronato de sódio, que é um
estimulador da formação óssea, ou com cálcio. Quanto
à atividade física, ela é importante como prevenção e
como tratamento, principalmente os exercícios com carga,
que são absolutamente essenciais para a saúde dos ossos.
Durante a atividade física, com a contração da
musculatura, ocorre deformação do osso. Quanto maior o
estímulo, maior a deformação. O osso interpreta esta
deformação como um estímulo à formação. Os ossos assim
se adaptam à sobrecarga mecânica. A intensidade da carga
é mais importante na formação da massa óssea do que a
duração do estímulo. Dr. Álvaro Chamecki é
ortopedista do Hospital Vita
Curitiba
AIDS - O que um
portador HIV deve saber Se você é portador
de HIV então tem o direito de exigir que seus médicos
mantenham sua doença em sigilo. A quebra do sigilo é
crime previsto por lei e deve ser punido. Você não pode
ser discriminado no seu trabalho, ou pela companhia de
seguros ou até mesmo em lugares públicos. Se houver
discriminação por causa de sua condição procure uma das
organizações que defendem os seus direitos. Saiba
mais: AIDS - O que um portador HIV deve saber
Se você é portador de HIV então tem o
direito de exigir que seus médicos mantenham sua doença
em sigilo. A quebra do sigilo é crime previsto por lei e
deve ser punido. Você não pode ser discriminado no seu
trabalho, ou pela companhia de seguros ou até mesmo em
lugares públicos. Se houver discriminação por causa de
sua condição procure uma das organizações que defendem
os seus direitos. Somente você poderá escolher ou
saber quais as pessoas que podem saber sobre o seu
estado de saúde, mas considere que algumas pessoas têm o
direito de saber do seu estado, por exemplo, o seu
parceiro ou parceiros sexuais. Além disso, você não deve
se isolar. Todos os soros positivos devem partilhar suas
experiências, é importante contar com pessoas amigas e
poder contar os seus problemas. Deve-se continuar
levando uma vida normal, inclusive sexual, mas nunca
esquecendo dos cuidados especiais. A solidão é muito
prejudicial; você deve lembrar de que todos os doentes
soropositivos são cidadãos em completo gozo dos seus
direitos e deve exigi-los. Também deve combater o
preconceito e as discriminações lembrando sempre que, ao
partilhar as suas experiências, estará ajudando outros
na luta contra a AIDS e enriquecendo as relações
humanas, e melhorando as condições de vida. {Aids. O
que fazer?.} {Como é a Transmissão do
Vírus} AIDS - O vírus se transmite:
Através de relações sexuais, pelo contato com o
esperma ou com a secreção vaginal contaminados; ·
Através de troca de sangue. Se a pessoa receber, por
exemplo, transfusão de sangue ou de produtos derivados
de sangue (fator de coagulação usado pelos hemofílicos,
por exemplo); · Se partilhar agulhas e seringas
contaminadas, como no uso de drogas injetáveis; ·
Durante a gravidez, na hora do parto ou durante a
amamentação a mãe infectada pode passar o vírus para o
filho. Como evitar a transmissão? Podemos evitar
a transmissão através de práticas sexuais sem risco.
Carícias, abraços, beijos no corpo, masturbação não
oferecem perigo de contágio. O sexo oral deve ser
evitado, pois tem algum risco. Na penetração vaginal
ou anal, o risco é muito grande, mas pode ser evitado
com o uso da camisinha. Nunca partilhe agulhas ou
seringas, elas devem ser usadas uma única vez e por uma
só pessoa. Se você é soropositivo não doe sangue. Se
você se ferir, por exemplo, deve desinfetar todo o
material (com álcool ou água sanitária) que entrar em
contato com o sangue. A água sanitária deve ser usada na
proporção de 1:5 (diluir um copo de 200 ml de água
sanitária para 5copos de água), durante 30 minutos. O
álcool deve ser usado sem diluir durante15 minutos, com
lavagem prévia de água e sabão. O material também pode
ser esterilizado através da fervura durante 15 minutos.
Todo soropositivo deve ter muito cuidado com a
alimentação e a higiene. Se possuir animal doméstico,
também deve ficar atento com as doenças que eles possam
transmitir. Não há perigo de transmissão... ...
através de: aperto de mão; tosse e espirro; beijos e
carícias; vestuário; alimentação; picadas; insetos;
piscinas; vasos sanitários; banheiros e chuveiros;
contato com animais domésticos; pratos, talheres, copos
e outros objetos.
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